Em Busca de Esperança em Londres

A cidade grande pode ser gozada. Existe tanto motivo de esperança mas eu nāo vejo. Sento no ônibus e olho as pessoas ao meu redor. Eles nāo me parecem estar esperançosos, mas nem desesperados. Eles só sentam e olham os livros que leêm, olham os telefones, olham pela janela. Eles evitam de olhar um a outro.

Vou ao supermercado e vejo pessoas se jogando nas suas compras pré-natalinas. Enchem carrinhos de dúzias de latas de coca ou de quilos e quilos de carne. Eles me parecem estar determinados e apressados. Eu provavelmente tenho essa mesma cara, pois supermercados me instigam a uma leve fobia de multidōes, entāo quero sair de lá o mais rápido possível!

Todos estāo com pressa, e parece que a maior esperança de cada um é de chegar no próximo destino com o mínimo de incômodo possível.

Aí, hoje, encontrei essa pinturo, com o título de “Esperança”, no Facebook:

“Esperança” pelo pintor Mohannad Hamawi

O menininho está olhado o sol na forma do país da Síria. E pensei, se esse menino tivesse nascido dez anos mais cedo, ele nāo teria tal esperança como tem hoje. Pois sua vida teria sido mais previsível. Ele estaria se preocupando sobre as coisas pequenas que ocupam a mente de menininhos: o bem-estar do gato da rua, ou se a māe dele ia deixar ele comer doces depois do jantar. Hoje ele pensa sobre se sua família vai sobreviver, sobre e existência futura do seu mundinho. A esperança dele é grande.

Existe, sem dúvida, muita esperança em Londres, e há muito pelo qual podemos ter esperança. Mas esquecemos com facilidade. Nossas esperanças sāo pequenas pois temos o privilégio de esperar pelas coisas pequenas. Podemos investir energia emocional em esperar que consigamos um assento no trêm na volta para casa depois do trabalho, e em esperar que iPhones entrem logo em promoçāo. É absolutamente legítimo ter tal esperança e eu também frequentemente curto ter esperança por coisas como essas.

Mas me acostumei a buscar a esperança do menininho da pintura, que estou tendo que me disciplinar para encontrar a esperança profunda e intensa na face da māo que atravessa o parque rapidamente, empurrando seu carrinho de bebê, tentando evitar a chuva que ameaça.

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