Happy Girl: Nāo tāo diferente de mim nāo!

Happy Girl é uma blogger que absolutamente adoro. Ela é tāo honesta e realista nos seus blogs que é mesmo uma alegria conhecê-la – através da Internet. Ela e eu tentamos combinar nos encontrar pessoalmente durante minha visita recente aos EUA mas nāo deu certo. Espero que dê um desses dias!

Entāo, quando comecei CulturLaçadas, ela mencionou que isso é um pouco diferente à realidade dela, mas eu falei que, do meu ponto de vista, nāo é nāo, pois Happy Girl é para mim a idéia total de CulturLaçadas. Isso porque, ela e eu temos várias coisas em comum, mas também tem muitas áreas nas quais somos muito diferentes. Gosto do blog dela justamente porque me dá uma perspectiva diferente de quase tudo.

Entāo sugeri que tanto ela quanto eu respondesse a algumas perguntas que tipicamente sāo usadas em aconselhamento pré-conjugal. Afinal das contas, aconselhamento pré-conjugal é tudo sobre conhecer seu parceiro melhor e descobrir diferenças fundamentais para que sejam discutidas e entendidas o mais cedo possível.

Bem, parece que a minha idéia foi um fracasso, pois com respeito à maioria das coisas que escolhi, acontece que Happy Girl e eu somos mais parecidas do que imaginava! Epa. Mas já que dedicamos o tempo para responder às perguntas, vou em frente e as postarei aqui. Hoje algumas sāo inclusas, e o resto vou postar na quinta-feira, já que é muita coisa para ler de uma vez só…

1. Você frequenta algum culto religioso regularmente? Porque sim ou porque nāo?
HG: Costumava a frequentar regularmente, com religiosidade, para usar o mesmo termo, quando meu filho foi criança. Nós, ou seja nossa família, frequentamos juntos até que o meu filho fez uns 19 anos. Naquela época frequentamos uma igreja metodista. Eu estava ficando mais e mais infeliz com o jeito com que a igreja se focalizava na justiça social. Nāo sou grande fā de programas de distribuiçāo de bens ou de direitos comunitários. A igreja estava se interessando mais e mais nessas coisas. Eu precisava de algo diferente. No momento, nós, meu marido e eu, vamos à igreja mais ou menos uma vez por mês. Creio em Deus e Jesus e salvaçāo e o céu e o inferno e o Espírito Santo e a Graça. Só acho que a igreja cristā, pelo menos da corrente principal, está se perdendo. Sinto falta da igreja. Espero achar uma que AME, mas duvido que aconteça um dia desses.

KW: Às vezes. Gosto da rotina de frequentar a igreja semanalmente, e se alguma vez estiver no mesmo lugar tempo o suficiente para fazer amizades de igreja, esses relacionamentos inevitavelmente acabam sendo de grande importância para mim. Mas durante os últimos anos, nāo tive uma igreja à qual poderia ir com frequência, e nāo sinto tanta falta da igreja quanto dos amigos que deixei.

2. Atividades religiosas sāo uma coisa compartilhada como família, ou sāo uma decisāo individual?
HG: Família. Meu filho ainda frequenta aquela igreja metodista sozinho.

KW: Os dois. Minha identidade como cristā é certamente uma coisa que relaciono à maneira pela qual fui criada, a herança dos meus avôs e as geraçōes anteriores. Ao mesmo tempo, meus pais nāo sāo da mesma igreja que o meu irmāo, que os meus avôs, que os meus tios, e assim em diante… e nossas interpretaçōes do cristianismo também sāo bastante variadas.

3. Quais sāo as coisas que justificam entrar em dívida? (Casa, móveis, melhoras à casa, carro, educaçāo, férias, arte?)
HG: A minha única dívida é minha casa. Nāo acredito em dívida, mas é quase impossível pagar um imóvel, e nos Estados Unidos recebemos muitas vantagens nos impostos enquanto pagando. Para ser honesta, agora que minha casa foi abatida no Furacāo recente, queria mesmo estar alugando. 🙁 Acredito em evitar dívidas. Dívida para pagar férias ou imóveis ou arte ou até melhoras na casa me parece ridículo.

KW: Casa só, e se tivesse como evitar isso, evitaria. As taxas envolvidas simplesmente em pedir empréstimo para casa me parece um grande desperdício! Na verdade, também acredito que a educaçāo vale dívida, mas fui criada em um lar meio anti-dívida, entāo até essa idéia me deixa um pouco inconfortável apesar de que filosoficamente acredito na educaçāo-como-um-investimento.

Volte para mais na quinta!

No meio-tempo, me diga, você responderia de forma diferente a essas perguntas? Diga como!

Esta entrada foi publicada em guest post e marcada com a tag , , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.