Aulas de coreano? Isso…

Outro dia, fui trabalhar num café próximo de casa. É meu ambiente mais produtivo.

O pano de fundo desta história inclue dois fatos: primeiro, que estou hospedada com parentes em um bairro com muitos coreanos. Diria que metade dos moradores deste subúrbio de Washington sāo coreanos, e o café mais próximo de casa tem dono e gerente coreanos. E a maioria da clientela é coreana. O cardápio é em coreano, os doces sāo receitas coreanas e a melhor bebida que servem é chá de gengibre. segundo, que esse café é espaçoso e eles nos deixam em paz para trabalhar, mas existe somente uma tomada elétrica no salāo principal. Qualquer pessoa que tiver planos de trabalhar no computador durante horas vai ter que sentar justo naquele canto.

E foi assim que me encontrei na mesa bem do lado de um homem coreano e uma loira americana. O computador dele estava carregando e eu queria ser a primeira na fila para usar a tomada. Entāo eu sentei próximo deles e, para ter certeza que ninguém competisse comigo pela força elétrica, me posicionei olhando direto para eles.

Até que ficou esquisito, eu vendo eles e eles me vendo de perto. Mas fascinante para culturlaçadas.

Foi óbvio que a americana estava enamorada pelo coreano. Ela o ajudava a formular um email profissional em inglês, pela imobiliária dele, e deu a impressāo de que estivesse curtindo tal tarefa. Suas māos e sua risadinha me comunicaram que estava nervosa – confesso que me reconheci nos gestos dela – mas seu sorriso e participaçāo animada na conversa indicaram que ela estava curtindo muito, mais muito mesmo, este tempo.

Nāo deu para ver o homem tāo bem, e a voz dele era bem mais quieta. E ele ficou concentrado no computador. Entāo nāo sei se ele tinha os mesmos sentimentos que ela. Tenho minhas dúvidas, pois ele me parecia estar muito interessado no seu trabalho. Uma pergunta para os homens… como estaria ele agindo se estivesse mesmo gostando dela??

A exatamente 3 horas da tarde, ele guardou seu computador e ela abriu um livro de coreano. Foi aí que entendi que esse encontro era uma troca de aulas de idioma! Que coisa linda. E genial o fato de que pelo menos uma daquelas pessoas estava tāo dedicada a aprender uma língua nova por causa do homem que a ensinava.

Pois é… eu poderia contar umas boas histórias de culturlaços de amor. E meus amigos com relacionamentos transculturais provavelmente tem umas histórias fascinantes que podiam compartilhar com a gente. Quero ver!

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