Um coraçāo cheio de mulheres

Mais de Semana 2 da minha viagem recente

No ambiente social e cultural na qual vivo, existe um ditado conhecido dizendo que uma pessoa que já bebeu da água do Nilo sempre voltará. Talvez seja assim que eu migrei pra cima e pra baixo dos bancos do Nilo ao longo deste último ano, raramente me aventurando para muito longe desse grande rio.

Na temporada em que fico nesta cidadezinha, meus colegas e eu vamos ao Nilo uma ou duas ou três vezes por semana para caminhar ou fazer cooper  ao longo do Nilo. É incrível como a experiência do Nilo se repete… escrevi o blog abaixo há quase um ano quando nesta cidade. E capta perfeitamente as emoçōes que tive ao voltar para o Nilo nesta última semana.

Ah, como poderia tirar uma foto de suas faces, que vocês pudessem ver a esperança e falta-de-esperança que vejo, a alegria e a tristeza, os coraçōes macios e duros… o espírito que vejo nos seus olhos. Mas fotos de rostos de mulheres simplesmente nāo serāo possíveis entāo simplesmente retransimitirei o abaixo:

Mulheres sudaneses poupando dinheiro para seus negóciozinhos

9 de fevereiro de 2010: Esperança… Mulheres apresentadas

Esta noite Deus fiz uma coisa incrível. Criou uma exposiçāo de mulheres desta terra, em seu vestimento variado com cores brilhantes, com seus perfumes fortes, e a apresentou para meu coraçāo ver.

Ao andar no Corniche do Nilo, logo antes do pôr do sol, vi que todas as fazedores de chá montando suas cadeiras de plástica em preparo para passageiros noturnos, lavando seus copos e vidrinhos, que todas eram mulheres. Muitas das clientes também eram mulheres, e mulheres também tripulavam a barraca de comida mal-localizada no caminho. E elas faziam de uma praia arenosa, um jardim, com suas roupas coloridas de turqueza, verde, amarelo, verde, azul, e toda combinaçāo de cores brilhantes que se pode imaginar.

Algumas delas estavam focalizadadas, até de dar susto, em arranjar as jarras com diferentes tipos de folhas de chá, açúcar, especiarias, e incenso, mas suas mesinhas de madeira sem acabamento, que nāo chegavam a um metro de altura. Outras batiam papo com amigas. Algumas deviam ser avós, ou ainda bisavós. Outras me aparentavam ter chegado no trabalho depois de um longo dia de estudos na faculdade. Uma moça sorriu para mim a cada vez que passei, como se eu fosse uma amiga íntima.

Você já tentou manter um lenço levemente cobrindo sua cabeça enquanto levantando caixas e mudando cadeiras numa ventaria de um rio? Manter um pequeno negócio nas horas noturnas, ainda cuidando de sua família em casa e possívelmente frequentando aulas na escola ou trabalhando outro emprego durante o dia? Essas mulheres sāo incríveis.

Andando e vendo pares de moças batendo papo, māes caminhando com a māo de um filho em cada uma de suas māos, senhoras completamente cobertas em toda decência fazendo exercísio em tênis all-star falsificados, fiquei abatido em pensar nas necessidades das mulheres desta terra. Elas trabalham tanto e ganham tāo pouco respeito. Apesar de manter sua comunidade em pé, elas sāo humilhadas e limitadas por pequenos detalhes como o fato de geralmente sāo só homens que dirigem carros. Sāo fortes mas nāo crêem no seu próprio valor. Elas talvez até saibam como sāo maravilhosas mas entāo nāo imaginam que mais ninguém reconhece sua maravilha.

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