É difícil acreditar em Deus quando… sabe… nāo acredita.

Escutava uma dramatizaçāo no rádio nesta manhā, e em um momento da conversa, uma das personagens estava tentando explicar porque estava tāo frustrada com a condiçāo da sua vida e que nāo sabia o que fazer a respeito. Aí ela disse:

“É difícil acreditar em Deus quando… sabe… nāo acredita”

Estive elaborando um artigo sobre tentar explicar aquilo que nós cristāos acreditamos, para mulheres muçulmanas. Embora eu acredite firmemente que elas tem o direito de escolher o que vāo acreditar e qual fé vāo seguir, quero que elas saibam quais as escolhas. A mensagem principal do meu artigo é considerar como tenho a impressāo que elas rejeitam a minha fé por falta de compreensāo, nāo porque discordam.

Que acreditem, tudo bem. Mas falta de compreensāo, com isso nāo conformo.

Também fico admirada às vezes com o jeito pelo qual as pessoas tentam pregar Deus a pessoas que nāo acreditam em Deus. A natureza human parece seguir uma de duas estratégias:

1- Tentar provar que Deus existe sim, que é um empenho impossível pois, quando se fala de Deus, pode-se provar tudo. Conheco um sujeito que provou que Deus existe, e outro que provou que Deus nāo existe. Tem que tomar uma decisāo de acreditar que Deus existe se quiser ser persuadido que Deus existe.

2- Citar Deus como evidência num debate. Citar Deus a alguém que nāo acredita em Deus nāo vai ser nada persuasivo.

E entāo, o que fazemos? Bem, creio que temos que nos esforçar para ouvir o outro antes de poder falar com o outro. Por que é que aquela mulher na dramatizaçāo do rádio nāo acredita em Deus? O que será que está pesando no seu coraçāo para levá-la a fazer tal comentário, meio do nada? Fale sobre isso.

Se eu fizer isso, a conversa vai ser bem mais interessante, e a minha esperança é que, ao entender melhor o que ela está REALMENTE pensando, poderei dar uma resposta. E seu eu responder bem, talvez ela chegue a entender o que eu acredito.

Entāo, agora que tirei esse lindo intervalo aqui, voltarei ao meu artigo… tentando formular como explicar o que creio às minhas amigas que acreditam em algo diferente. Chegar no ponto em que estamos conversando, de verdade. Para que elas possam discordar comigo, e eu com elas, com orgulho intelectual e honra.

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